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out
14
2010
Linux terá suporte nativo para Direct3D 10 e 11Publicado por Ramon montana e arquivado em Dicas, LinuxDesenvolvedor usa a arquitetura Gallium3D para uso do Direct3D no Linux sem a necessidade de emulação O Linux vai contar com suporte nativo para aplicativos Direct3D 10 e 11. Sem a necessidade de emulação, os desenvolvedores da plataforma poderão, em breve, criar jogos 3D com mais facilidade. No último dia 21, o desenvolvedor Luca Barbieri divulgou um tracker com a implementação de interface gráfica Direct3D 10 e 11 no Gallium3D. O tracker, diferentemente do Wine, não converte Direct3D em Open GL, e sim implementa o Direct3D de forma nativa dentro do Gallium3D. Ele afirma que, apesar inicial, o tracker está funcionamento e é capaz de executar algumas demonstrações de textura no Linux. Segundo Barbieri, a implementação tem três objetivos. O primeiro é cumprir a promessa de suporte para múltiplos API e permitir o desenvolvimento de aplicativos sem a necessidade de códigos complexos para OpenGL, e sim através de pequenos ajustes sobre o Gallium. O segundo objetivo é a execução de jogos do Windows que utilizam Direct3D 10 ou 11 em ambiente Linux, através do Wine. As DLL necessárias ainda não estão disponíveis, mas Barbieri afirma que não deve ser difícil adicioná-las. Ótima notícia para quem usa o Wine, pois é sabido que o emulador tem suporte bastante limitado para DirectX 10 e não tem nenhum suporte para DirectX 11. O terceiro objetivo, ainda de acordo com Barbieri, é “oferecer uma alternativa ao OpenGL para programação em ambiente não Windows, particularmente Linux mais outros sistemas gratuitos e abertos”. A VMWare estava trabalhando em um tracker primeiramente feito para o Gallium3D no Windows e sem código aberto. O tracker de Barbieri é diferente e, sobretudo, de código aberto. Retomando nossa Odisséia no FreeBSD, este Poderoso SO, vamos agora instalar o nosso ambiente gráfico. Para começar vamos parti da idéia de que você não instalou o Xorg durante a instalação do seu FreeBSD. Depois de ter instalado com sucesso seu FreeBSD com a configuração da internet (no meu caso ficando como “DHCP”) Vamos recorrer então ao Bom e velho PORTS. ( Não sabe o que é Ports, PESQUISE rsrs ) Vamos primeiro atualizar os ports dando o comando como root: # portsnap fetch extract Este comando só é necessário na primeira vez, nas seguintes atualizações dos ports basta o comando: # portsnap fetch update Depois de concluído a atualização dos ports. Vamos então procurar o Xorg no nosso ports. Existem varias maneiras de se fazer isso. No terminal como root (#) usa-se o comando Whereis. # whereis xorg ele retornará com a localização do xorg nos seus ports. # xorg: /usr/ports/x11/xorg Feito isso você vai até a localização do Xorg e usa o comando “make install clean”. # cd /usr/ports/X11/xorg # make install clean Agora é só esperar, lembrando que se você tiver uma conexão com a internet e uma maquina boa, o download e a COMPILAÇÃO serão mais rápidos. Outra maneira de Instalar um pacote no FREEBSD é baixar uma versão compilada do programa (como fazemos no linux). Usa-se então o comando # pkg_add -rv xorg Ele vai baixar a versão compilada do programa. Depois de instalar o xorg agora é simples escolha entre os inúmeras variantes de ambientes gráficos. Vou citar aqui o Exemplo do gnome, mas o mesmo se aplica a outros, o principio é o mesmo. Para instalar o pacote do GNOME compilado a partir da rede, basta entrar: # pkg_add -r gnome2 Para construir o GNOME a partir dos fontes, utilize a árvore de ports: # cd /usr/ports/x11/gnome2 # make install clean Uma vez que o GNOME esteja instalado, o servidor X deve ser instruído para iniciar o GNOME ao invés do gerenciador de janela padrão. Se um .xinitrc personalizado estiver em uso, basta substituir a linha que inicia o gerenciador de janela atual para que, ao invés dele, inicie o /usr/X11R6/bin/gnome-session. Se nada de especial foi feito no arquivo de configurações, então é suficiente apenas entrar: % echo "/usr/X11R6/bin/gnome-session" > ~/.xinitrc A seguir, entre com startx, e o ambiente da área de trabalho GNOME vai ser iniciado.
% echo "#!/bin/sh" > ~/.xsession % echo "/usr/X11R6/bin/gnome-session" >> ~/.xsession % chmod +x ~/.xsession Bom pessoal acaba aqui mais uma de nossas Odisséias no melhor SO do mundo rsrsrsrsr. Até a Próxima.
set
02
2010
Super Super Super GOOGLEPublicado por Ramon montana e arquivado em Dicas, FreeBSD, Linux, Videos, WindowsArcade Fire e Google lançam vídeo para demonstrar poder do HTML5O novo formato HTML5 tem o poder de mudar completamente a experiência multimídia online como a conhecemos. Quer um exemplo? A Google fez uma demonstração de uma das possibilidades na segunda-feira (30/08), graças à uma colaboração única com a banda de rock canadense Arcade Fire. Sob o nome “The Wilderness Downtown”, a parceria resultou em um vídeo musical online com uma experiência totalmente nova. O projeto é baseado em um mashup impressionante do clipe da música “We Used to Wait” em combinação com o uso dos serviços de mapas da Google (Maps e Street View): ao entrar no site, o usuário deve entrar com o endereço de sua casa.
Depois de carregar, o vídeo começa a ser exibido com imagens do clipe da banda. Alguns segundos depois, novas janelas do navegador são abertas e se movimentam de acordo com o ritmo, adicionando efeitos visuais conforme o tempo vai passando. Tem até uma janela dedicada aos controles de mídia! A parte mais impressionante do HTML5, porém, vem mais tarde, quando o Google Maps entra em cena, integrando imagens de satélite e das ruas do endereço escolhido inicialmente, com árvores crescendo ao redor da vizinhança. E também há interação: o vídeo pede para que o usuário escreva uma mensagem, que pode ser compartilhada mais tarde, no estilo cartão postal.
O único problema é que, como o serviço Street View ainda não está disponível no Brasil, não poderemos aproveitar 100% da experiência. Mas, ainda assim, vale a pena conferir. Ah, e só lembrando: este aplicativo em especial faz um uso intensivo dos recursos do seu computador, portanto feche os outros programas antes de visualizar. Por fim, você pode ver o vídeo musical em qualquer navegador compatível com HTML5, mas o Chrome é o mais recomendado. Clique aqui para acessar o site do The Wilderness Downtown.
Você vai pirar com o que o HTML5 é capaz de fazer. E ao que tudo indica isto é só o Inicio…….Mesmo se você não tiver em sua maquina o Google street view vale a pena dar uma conferida no site. http://www.thewildernessdowntown.com/ Depois clik em “Try Anyway” Depois digite um nome de uma rua, exemplo . . R. P – Vitória da Conquista – BA, Brasil… logo apos click em search, se você tiver serviço “street view” legal, se nao tiver click então em ” Continue Anyway”….. Imagine a cena: - Vocês acaba de baixar a imagem iso de um jogo, ou qualquer outra coisa em .ISO, e descobre que não tem um cd em casa para poder gravar a imagem, nesta hora você se lembra que é domingo e tudo está fechado. rsrsr. o que vc faria? esperaria até segunda? NAOO. No seu linux vc pode montar a sua imagem. Como? Esta dica que vou passar pode ser muito útil se você tiver algum arquivo em forma de imagem *.ISO, pois este comando vai montar a imagem para você ver o conteúdo do arquivo. # mount -o loop /pastaOrigem/nomeDoArquivo.iso /mnt/PastaDestino Uso a pasta /mnt e crio uma pasta para a imagem, pois a pasta mnt é a pasta padrão onde ficam montados os hds, cdroms e disquetes, mas fica a seu critério o local para guardar a imagem já montada.
ago
18
2010
Ubuntu 10.10 terá recurso multitouchPublicado por Ramon montana e arquivado em Dicas, LinuxCanonical anunciou que irá trazer movimentação por gestos para a plataforma, além de ferramentas que facilitam o desenvolvimento de aplicativos que utilizam a novidade O Ubuntu 10.10 vai ganhar um recurso multitouch. O anúncio foi feito esta semana pela Canonical, responsável pelo sistema operacional. Chamado de uTouch 1.0, o recurso será um reconhecedor de gestos múltiplos na tela, trabalhando também com uma API para gestos. O grande desafio do multitouch em uma plataforma open source é o fato de que muitas organizações independentes e programadores estão envolvidos. Para isso, ferramentas de apoio ao reconhecimento foram criadas, facilitando a vida dos desenvolvedores, que poderão criar aplicativos baseados em movimentação por gestos. O início do desenvolvimento do multitouch foi no Ubuntu 10.04, quando um hardware começou a ser criado para dar suporte ao touch em laptops e tablets da Dell, HP e também da Lenovo. Em seguida, passou-se a fazer uso deste recurso para criar suporte para movimentação por gestos.
ago
17
2010
Regulamentação das profissões na área de informáticaPublicado por Ramon montana e arquivado em Sem categoriao Projeto de Lei em questão que irá afetar todos que ganham a vida de alguma maneira através da Informática.
O Projeto de Lei do Senado (PLS) n°00607 que tramita desde 23/10/2007 vai regular o exercício da profissão de Analista de Sistemas e atividades relacionadas com a informática, ou seja, quem trabalha de alguma maneira em alguma atividade relacionada com a informática terá a sua vida afetada, inclusive você que ganha a vida como programador e/ou Web Designer. Se você conhece um político, é hora de falar com ele, pois estamos em ano de eleições. Não vou transcrever aqui os artigos do projeto. Quem tiver interesse veja o texto do projeto de Lei, na íntegra, no link relacionado no final. Há duas correntes querendo decidir sobre como deve ser a regulamentação de quem trabalha com a informática neste país: uma é a do Projeto de Lei em questão que pretende regular a profissão através da qualificação profissional. Mas o projeto também prevê que, quem já trabalha no setor, poderá se beneficiar sem ter a qualificação. Entenda-se por qualificação profissional a formação em cursos superiores e cursos técnicos. O projeto extrapolou suas atribuições ao incluir no texto a criação dos Conselhos Nacional e Regionais de Informática, atribuição esta que é exclusiva do Presidente da República. Todavia, essa parte do texto foi retirada durante a tramitação, mas ficou a dica para o Presidente. Tais Conselhos seriam criados nos mesmos moldes dos vários já existentes Conselhos Regionais: CRM (Conselho Regional de Medicina), CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), CRC (Conselho Regional de Contabilidade) etc. Sendo aprovado o projeto e sancionado pelo Presidente da República, a criação dos Conselhos Regionais de Informática será inevitável. No meu modesto modo de ver, isso é uma coisa boa. Abrir-se-ão novos campos de trabalho, agora legalizados. As assistências técnicas deverão ter obrigatoriamente um Analista de Sistemas assinando seus laudos técnicos e pareceres do mesmo modo que uma farmácia precisa de um Farmacêutico responsável, do mesmo modo que um laboratório de química precisa de um Químico responsável, do mesmo modo que uma planta baixa de uma construção precisa da assinatura de um Engenheiro Civil (aliás, as construções civis, após sancionado o projeto, precisarão oficialmente das plantas de redes assinadas por um Analista), pois a Lei determina que essa atribuição é exclusiva do Analista, sendo que o Técnico pode elaborar o laudo ou o parecer, mas não pode assiná-lo (esse é o único ponto que eu tenho contra o referido projeto. Acredito que alguns pareceres o Técnico poderia assinar). Na prática, os analistas poderão abrir seus próprios escritórios como todo bom profissional liberal. A outra corrente, liderada pela SBC (Sociedade Brasileira de Computação) defende a autorregulamentação da profissão nos moldes da área de propaganda com o seu CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). A propósito, por ocasião da proibição da propaganda de cigarros nos meios de comunicações em massa (rádio, televisão etc) o CONAR e a ABIFUMO (Associação Brasileira da Indústria do Fumo) foram, na época, os dois únicos órgãos que se posicionaram contra, ou seja, queriam que as propagandas continuassem. Um Conselho de Autorregulamentação, por sua natureza, deve primar pela ética e pela defesa da sociedade. Não fosse o Ministério da Saúde, as propagandas de cigarro não estariam proibidas. Não sou muito favorável a essa proposta de autorregulamentação na área de informática com meia dúzia de gente ditando e mudando regras como bem querem e decidindo o que é melhor ou não para mim. Acredito que, com leis e regras bem definidas, o setor ficará melhor. Até porque se um dia eu não estiver contente, mas a profissão estiver regulada pelo governo, posso recorrer ao Poder Judiciário ou ao Ministério Público (órgãos ainda de confiança neste País). É claro que, com um conselho de autorregulamentação também poderei fazer isso, mas as regras não serão bem definidas e ficará mais difícil para um Juiz decidir, em caso de pendenga judicial. Imaginemos agora que já tenha um conselho de autorregulamentação em informática instituído neste País e que, lá pelas tantas, tenha que ser tomada uma decisão na área, decisão esta, análoga em polêmica à proibição da propaganda de cigarro, e que em vez da ABIFUMO, seja a Microsoft fazendo lobby em cima do conselho de autorregulamentação. Lembrando que a área de informática não afeta diretamente a saúde das pessoas. A ASSESPRO (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação), organização que não prioriza o software livre, está por trás da SBC. Aliás, várias empresas associadas da ASSESPRO são conveniadas com a Microsoft. A maior alegação da SBC e da ASSESPRO é que o projeto, se for aprovado, criará reserva de mercado. Mas isto não é verdade uma vez que já existe essa reserva de mercado e ela foi criada pelas próprias empresas do setor de TI, pois preferem contratar Analistas com curso superior e Técnicos com curso técnico. A Aprovação do projeto será benéfica para o setor, mas um conselho de autorregulamentação trará um futuro nada promissor para o setor de informática no País. Com a recente aprovação da medida provisória nº472/09, o SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda, tornou-se a prestadora exclusiva de serviços de TI aos órgãos da Administração Federal. E é público e notório que o SERPRO prioriza o software livre, sendo que até marcou sua presença na 11ª edição do Fórum Internacional de Software Livre em Porto Alegre-RS. Contudo, polêmicas à parte, deixo abaixo, para você mesmo(a) decidir, o link da proposta da SBC, o link do Senado Federal onde você pode fazer o acompanhamento da matéria recebendo as tramitações no seu email e o link do site Jurisway onde tem, bem explicado, como se dá uma tramitação de um projeto de Lei (é só clicar em: Iniciar Curso). Site da SBC: http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107 Site do Senado onde você pode fazer o download do texto da Lei e clicar em: ‘Selecionar para acompanhamento’ para receber as movimentações no seu email: Site JurisWay:
jul
26
2010
Milhões de roteadores domésticos podem estar vulneráveis a ataquePublicado por Ramon montana e arquivado em Dicas, H4CKer, Linux, WindowsEspecialista relatará detalhes de falha de segurança em um congresso no final do mês, mas já liberou uma lista com modelos afetados Uma falha grave de segurança afeta diretamente milhões de roteadores domésticos (aparelhos para compartilhar internet dentro de casa), mesmo os totalmente atualizados. É o que diz o especialista em segurança Craig Heffner, que promete apresentar detalhes na Black Hat (blackhat.com), convenção de segurança digital que se realizará no fim do mês. Mesmo sem todos os detalhes, as informações liberadas preocupam. O ataque é bem sucedido mesmo em redes domésticas com computadores e roteadores atualizados e sem que o usuário precise executar nenhum programa, bastando acessar uma página especialmente montada. Ou seja, não importa as configurações do navegador ou do sistema operacional, que podem estar em dia com as atualizações. O especialista preparou uma lista com 31 modelos, revelando que 17 modelos diferentes são vulneráveis ao ataque – mesmo com firmware novo. A lista pode ser consultada em tinyurl.com/38v2ew8 e inclui alguns dos modelos mais populares no Brasil. O site Ars Technica relata que o ataque se baseia em técnicas antigas, que confundem o sistema de DNS dos computadores, só então permitindo o ataque aos roteadores. Embora não impeça o ataque, recomenda-se alterar a senha de fábrica do roteador para uma própria, o que dificulta bastante o trabalho do agressor.
jul
26
2010
Siemens alerta clientes contra vírus que atacam sistemas industriasPublicado por Ramon montana e arquivado em H4CKerSistema SCADA é o alvo do malware, que depende de USB para ser transmitido A multinacional alemã Siemens (www.siemens.com/br) está alertando os seus clientes sobre um vírus que pode atacar o WinCC SCADA, seu sistema de monitoramento e controle industrial, que pode ser implementado inclusive em grandes componentes de infra-estrutura de um país como usinas elétricas e plataformas de petróleo. O site especializado Bloomberg, informa que o vírus, chamado Stuxnet, se transmite pela USB e se aproveita de falhas no Microsoft Windows para monitorar dados e tentar enviá-los pela internet. Iste geralmente não é bem sucedido porque esses sistemas não costumam ter acesso à grande rede, mas como cada planta industrial tem suas idiossincrasias, nada é impossível. O porta-voz da Siemens diz que ainda não se descobriu para onde o vírus estaria tentando enviar o pacote. Segundo a IndustrialWeek, o vírus acessa o sistema usando uma senha disponível na internet e que é a mesma em todos os sistemas implementados. A Siemens confirma somente uma empresa como infectada, mas disponibilizou em seu site um software de varredura e detecção de infestações para as empresas interessadas. Segundo a empresa alemã, é a Microsoft que deve disponibilizar a correção. Bom dia a todos, esta super dica de hoje vai para todos os amantes do grande sistema Kurumin, do grande Carlos Morimoto, descontinuado em 2008, ainda hoje existe pessoas que se mantem fieis ao sistema, porem deixa muito a desejar por causa de sua descontinuação. Este dica é simples, pegamos o kurumin 7 instalamos e atualizamos para usar os repositórios de Debian lenny, atualizaremos também o kernel para um maior suporte a hardware. Por trás da aparência e dos scripts, o Kurumin 7 nada mais é do que uma instalação personalizada do Debian Etch, com alguns extras. Assim como é possível atualizar diretamente de uma versão para outra do Debian, é possível também atualizar o Kurumin 7 em relação ao Lenny, de forma que você possa ter acesso às novas versões dos pacotes sem precisar mudar de sistema. Isso permite que você continue usando o Kurumin 7, atualizando-o em relação às novas versões do Debian, até que se sinta confortável em mudar de distribuição. Aqui vai a dica de como fazer a atualização e a migração sem percalços. O arquivo “/etc/apt/sources.list” usado no Kurumin 7, inclui originalmente os repositórios do Debian Etch, do Debian Multimedia e do Debian Unofficial. Note que todas as entradas fazem referência ao nome da versão (”etch”) e não a “stable”, o que fez com que os repositórios do Etch continuem sendo usados, independentemente do lançamento de novas versões do Debian: # Etch (atual stable, lançado em Dezembro de 2006) # Debian Unofficial (contém o java, acrobat e outros pacotes “não livres”) # Debian Multimedia (pacotes do mplayer, vários codecs e outros pacotes) Para atualizar, o primeiro passo é comentar ou remover a linha do Debian Unofficial, já que os pacotes que estavam anteriormente disponíveis nele passaram a ser oferecidos através do Debian Multimedia e do repositório non-free do Debian: # deb http://ftp.debian-unofficial.org/debian etch main contrib non-free restricted Para reduzir a possibilidade de problemas durante a atualização para o Lenny, o ideal é começar fazendo uma atualização geral do sistema em relação ao Etch, para ter certeza que estamos utilizando as últimas versões dos pacotes: # apt-get update; apt-get dist-upgrade O principal motivo disso é que quase todos os testes de atualização feitos durante a fase de testes de uma nova versão do Debian são feitos tomando como base uma instalação atualizada do sistema. Em outras palavras, embora essa atualização prévia não seja obrigatória, ela reduz a chance de surgirem problemas inesperados durante a atualização principal. Essa mesma dica é válida também para instalações do Debian de uma forma geral. A atualização vai deixar para trás o “lilo”, que foi incluído na imagem do sistema apenas como uma opção de instalação, para máquinas onde o grub eventualmente apresentasse problemas. Presumindo que esteja usando o grub como gerenciador de boot, você pode simplesmente removê-lo. Se você não usa o NFS, aproveite pare remover os pacotes também, caso contrário o serviço passará a ser ativado automaticamente durante o boot: # apt-get remove lilo nfs-common nfs-kernel-server Com as preparações concluídas, o próximo passo é atualizar o arquivo sources.list, alterando os repositórios do Etch para o Lenny. Outra mudança importante é incluir o volatile.debian.org, o novo repositório que passou a ser usado a partir do Lenny. Descontando os comentários, o arquivo ficará assim: deb http://ftp.br.debian.org/debian lenny main contrib non-free deb http://www.debian-multimedia.org lenny main deb http://volatile.debian.org/debian-volatile lenny/volatile main É preciso adicionar também a chave do novo repositório: # k-add-key F42584E6 A partir daí, você pode atualizar as listas e começar o download dos pacotes: # apt-get update A atualização resultará em cerca de 700 MB de arquivos para baixar, o que torna o download demorado. Justamente por isso, adicionamos o “-d” ao comando, para que você possa fazer a atualização em duas etapas, deixando que o sistema baixe todos os pacotes enquanto faz outras coisas (ou durante a madrugada) e deixar para fazer a atualização propriamente dita quanto estiver com tempo disponível. Além de atualizar praticamente todos os pacotes do sistema e de baixar um conjunto de novas bibliotecas e alguns novos aplicativos (marcados como dependências nas novas versões dos pacotes), o upgrade removerá alguns pacotes que se tornaram obsoletos no Lenny, como por exemplo o “915resolution”, que era antigamente necessário para ajustar a resolução do vídeo em alguns notebooks com vídeo Intel, mas se tornou desnecessário nas novas versões do driver. Devido a um problema com as dependências, a atualização removerá o Gimp, que poderá ser reinstalado manualmente depois: Se você tiver os CDs/DVDs de instalação do Lenny em mãos, pode fazer com que o apt obtenha os pacotes a partir das mídias, em vez de precisar baixá-los. Para isso, coloque a mídia no drive e use o apt-cdrom para que ela seja adicionada à lista de repositórios: apt-cdrom add -d /mnt/cdrom/ Usar a primeira mídia já é suficiente para reduzir bastante o volume de downloads, mas você pode continuar adicionando as outras mídias que tiver em mãos. A principal observação é que o apt continuará baixando os pacotes que já tiverem recebido atualizações em relação aos disponíveis nas mídias. Em outras palavras, adicioná-las apenas reduz o tempo de download, mas não elimina a etapa completamente. Concluído o download dos pacotes, chegamos ao grande momento, que é fazer a atualização propriamente dita. Uma dica importante é fazer o upgrade a partir de um terminal de texto puro (e não a partir do ambiente gráfico), pois durante a atualização do PAM o sistema precisará reiniciar o KDM (o que derruba todo o ambiente gráfico), o que abortaria a atualização caso esta estivesse sendo feita dentro de um terminal gráfico. Para isso, finalize os programas em que estiver trabalhando e pressione “Ctrl+Alt+F1″ para mudar para o terminal de texto puro. Logue-se como root e execute o upgrade a partir dele: # apt-get dist-upgrade Em um certo ponto da atualização (quando o X é reiniciado) você será jogado de volta ao KDE. Pressione novamente o “Ctrl+Alt+F1″ para voltar ao terminal de texto e continuar com a atualização. Você notará que, mesmo depois de baixados todos os pacotes, a atualização demorará um bom tempo, já que praticamente todos os componentes do sistema estão sendo substituídos. Em alguns pontos do upgrade, você terá a opção de preservar arquivos de configuração do sistema (como o /etc/kde3/kdm/kdmrc”, que contém a configuração do gerenciador de login) ou de instalar as novas versões dos arquivos, subscrevendo a configuração atual. Nesses casos, a escolha segura é simplesmente pressionar “Enter”, mantendo os arquivos originais. Não existe problema em subscrever os arquivos, mas isso fará com que alguns dos componentes do sistema passem a se comportar de maneira diferente. Se a atualização for interrompida em qualquer ponto (falta de energia, erro humano, cagaço, etc.) é necessário rodar o “dpkg-reconfigure -a” e o “apt-get -f install”) para arrumar a casa antes de recomeçar o upgrade, como em: # dpkg-reconfigure -a Terminada a atualização, execute mais uma vez o “apt-get dist-upgrade”, para que ele faça a atualização do Amarok, que, por conflitar com o antigo pacote “amarok-xine”, ficará pendente. Aproveite também para reinstalar o Gimp: # apt-get dist-upgrade No final do processo, você pode aproveitar para reiniciar o sistema, o que na verdade não é necessário, mas serve para testar a ordem de inicialização dos serviços e ter certeza que todos estão sendo ativados na ordem correta. Você pode reiniciar diretamente a partir do terminal de texto usando o bom e velho “reboot”. Com isso, a atualização está oficialmente concluída. Como o Lenny mantém o uso do KDE 3.5, você notará poucas mudanças no ambiente de trabalho. Entretanto, os quase dois anos de atualizações do Lenny em relação ao Etch resultam em atualizações de quase todos os aplicativos e muitas melhorias espalhadas pelo sistema. Você notará pequenos problemas e mudanças após a atualização, mas eles são na maioria detalhes fáceis de resolver. Você pode recuperar os 700 MB de espaço usados para o download dos pacotes usando o “apt-get clean”, ou então usar o “Clica-Aki > Ícones Mágicos > Gerar CD do Kokar” caso queira usar o cache dos arquivos baixados para atualizar outras máquinas. Vamos então aos ajustes finais: Mesmo depois de concluída a atualização, o apt continuará informando que o Kaffeine e alguns outros pacotes serão mantidos em suas versões atuais. Essa é a lista dos pacotes cujas dependências conflitam com novos pacotes incluídos no Lenny. Para atualizá-los, é necessário usar o “apt-get install”, especificando-os manualmente (você pode colar a lista usando o botão do meio do mouse), como em: # apt-get install gdk-imlib11 kaffeine libgtk1.2 libmjpegtools0 mjpegtools xdialog Isso resultará em mais uma pequena lista de pacotes a atualizar, juntamente com a remoção dos pacotes obsoletos: A principal baixa é o XMMS que, apesar de ter prestado bons serviços, chegou ao fim de sua vida útil com o lançamento do Etch. Ele foi substituído pelo Audacious, que oferece as mesmas funções básicas, mas é baseado em bibliotecas atualizadas. Basta instalá-lo usando o: # apt-get install audacious Outra novidade do Lenny é que o BrOffice passou a fazer parte dos repositórios principais, evitando que você precise baixá-lo manualmente a partir do broffice.org. Para migrar para os pacotes do Debian e de quebra aproveitar para atualizar para o BrOffice 2.4, use o: # apt-get install broffice.org Continuando, uma nova checagem de segurança do Kommander, faz com que ele passe a exibir um aviso de segurança a abrir o Clica-Aki, reclamando que o bit de execução do arquivo não está ativado (o que não era necessário nas versões anteriores). Para resolver o problema, use o: # chmod +x /etc/Painel/*.kmdr O Kommander 4:3.5.9-3 usado no Lenny possui um bug que faz com que ele ignore a codificação do sistema e use sempre o UTF-8, o que faz com que os caracteres acentuados nas legendas dos painéis do Clica-aki fiquem trocados. Se isso lhe incomodar, baixe a versão anterior, a partir do: … e instale-o da forma usual, usando o dpkg: dpkg -i kommander_3.5.5-1_i386.deb Para “pinar” o pacote, impedindo que ele seja atualizado pelo apt daí em diante, crie o arquivo “/etc/apt/preferences”, contendo o seguinte: Package: kommander Um passo final é atualizar o kernel, para que você possa deixar de lado o antigo 2.6.18.1 usado por padrão no Kurumin 7. O upgrade de kernel é um passo necessário apenas se você quer ter acesso aos novos drivers e outras melhorias trazidas pelo kernel atual. Se você está usando um PC antigo e está satisfeito com o reconhecimento de hardware da versão antiga, não existe problema em continuar com ela. O primeiro passo é usar o comando abaixo para criar o arquivo “/etc/kernel-img.conf”, contendo a linha “do_initrd = Yes”. Isso orienta o script de pós-instalação do novo kernel a gerar o arquivo initrd com os módulos que serão usados durante o boot: # echo “do_initrd = Yes” > /etc/kernel-img.conf O próximo passo é instalar o kernel propriamente dito, incluindo os headers e os compiladores básicos. O “2.6.26-1-686″ é o kernel usado na versão inicial do Lenny; ao instalar, verifique se não existem outras versões disponíveis: # apt-get install linux-image-2.6.26-1-686 Com a instalação do pacote, serão criados dois novos arquivos na pasta /boot, o “vmlinuz-2.6.26-1-686″ e o “initrd.img-2.6.26-1-686″, que correspondem ao kernel e ao initrd. Para que ele seja usado, precisamos atualizar a configuração do grub, o que pode ser feito usando o comando “update-grub”. Comece renomeando o arquivo “/boot/grub/menu.lst” antigo e criando um novo arquivo em branco. Em seguida, use o update-grub para que ele gere a nova configuração: # mv /boot/menu.lst /boot/menu.lst.k7 Este é o mesmo script que é usado na instalação do Debian, Ubuntu e outras distribuições. Ele se encarregará de detectar o novo kernel e gerar um novo arquivo, contendo tanto o kernel novo quanto o antigo, oferecendo a opção de escolher qual dos dois usar durante o boot. Isso permite que você volte a usar o kernel original em caso de problemas. Update: O Kurumin utiliza um conjunto de scripts próprios para a configuração da rede. eles fazem o trabalho mas, naturalmente, não se comparam ao nível de praticidade em chavear entre várias redes oferecido pelo NetworkManager. Se quiser fazer a troca, remova o Knemo (o monitor de rede incluído no sistema) e instale o KnetworkManager: # apt-get remove knemo Para usá-lo, é necessário mais um passo importante: adicionar o usuário “kurumin” (ou qualquer outro login com o qual você queira usá-lo) ao grupo “netdev”. Sem isso, o KnetworkManager não tem permissão para configurar a rede e não funciona: # adduser kurumin netdev Feito isso, você pode testar a configuração reiniciando o serviço “network-manager” (como root) e abrindo o knetworkmanager com o seu login de usuário, como em: $ sudo /etc/init.d/network-manager restart Para finalizar, fica faltando apenas fazer com que ele seja aberto automaticamente durante o boot. Para isso, arraste o ícone do KnetworkManager da pasta “Iniciar > Internet” para a pasta “.kde/Autostart” dentro do diretório home. Super dica do grande Carlos Morimoto |